São instantes onde o Arqueiro foca sua energia em um ponto que, de pronto, quer alcançar.
Esse objetivo chamamos de Alvo, a Meta, o Foco. É imprescindível a definição clara do objetivo, pois esse é o ponto catalizador de todo o movimento.
Na expectativa do alcance da meta, surge a sensação do súbito instante de realização, e é essa a chama que impulsiona o nosso “querer”.
Contudo, no processo de arcar a flecha e projetá-la ao vento, o Arqueiro deve ter a sensibilidade para que não ocorra a "sublimação da meta", ou seja, a par de toda tensão gerada, ele não pode se deixar apaixonar pelo Alvo. Isso ocorre quando, não raro, nos tornamos tão aficcionados pela a "Mosca", que esquecemos que ela é meramente um ponto visual, uma referência de valor, uma projeção do objetivo que queremos (e vamos!!) atingir.
Há um mistério envolto no processo. Ou seja, na verdade, não existe a “Mosca”.
E a favor desse mistério, os verdadeiros Arqueiros se rendem. Nele está contido o “propósito maior”, que tem sempre a permissão de cuidadosamente adequar e adaptar o Alvo, que se torna dentro do mais próximo possível do que é projetado na flecha.
A lição que os arqueiros colhem de todo o movimento é que, por mais que tentem, "nada está garantido".
E que, se realmente quiserem que seja possível a concretização do propósito, é essencial reservar espaço ao imponderável e ao Mistério em suas vidas.

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